A Oficina-Performance Corpo-Planeta foi dinamizada com algumas turmas do 1.º ciclo, pela Associação Fogo Lento, em adesão a uma iniciativa proposta pelo Plano Nacional das Artes.
Descrição da atividade:
“Não só o nosso intestino e as nossas pestanas são habitadas por bactérias e simbiontes animais, se olhares no parque os simbiontes são omnipresentes. Os trevos e as ervas daninhas têm bolinhas nas suas raízes. São bactérias que fixam o nitrogénio, essenciais para o crescimento saudável num terreno pobre em nitrogénio. E olha para as árvores, até trezentos diferentes simbiontes fúngicos, as micorrizas que notamos como cogumelos, entrelaçam-se com as raízes.
Somos simbiontes num planeta simbiótico, e se prestarmos atenção, podemos encontrar simbiose em todo o lado.”
Lynn Margulis, The symbiotic planet
A partir de alguns dos elementos cénicos e dramatúrgicos do espetáculo Astra 8, a Associação Fogo Lento criou uma encenação interativa pensada para salas não convencionais, que convida as crianças a refletir sobre as possibilidades que nascem do encontro e da cooperação.
O encontro como disponibilidade para acolher o diferente.
O encontro como observação, respeito e escuta.
O encontro como espaço para imaginar.
A ficção de uma viagem a um planeta distante torna-se um espelho para imaginar encontros extraordinários e refletir sobre como os conceitos científicos de simbiose, mutualismo e parasitismo podem ser aplicados em diferentes níveis de abstração — das relações entre seres vivos às formas como nos ligamos uns aos outros e ao ambiente que habitamos.
Assim, o imaginário científico transforma-se em linguagem sensível, permitindo às crianças explorar, através do jogo e da observação, as complexas teias de cooperação e interdependência que sustentam a vida.

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